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Publicada em: 4 de janeiro de 2019

Guto Freire dá dicas para o cavalo voltar bem às competições

Ginete campeão do último Freio de Ouro ensina truques para a retomada dos treinamentos após o fim de ano

Freio de Ouro – JA Libertador – Foto: Felipe Ulbrich

O ano de 2018 foi de consagração para Guto Freire. Ele levou JA Libertador ao primeiro bicampeonato da história do Freio de Ouro. Com as baterias recarregadas após a parada de fim de ano, é hora de voltar ao trabalho. O ginete já credenciou dez animais para o ciclo de 2019. Outros dez estão sendo preparados no Centro de Treinamento em Santo Antônio da Patrulha (RS). “Seis dos animais ganharam as credenciadoras que participaram, um deles foi o Assuero do Rancho Aruanã, que venceu o Bocal de Ouro do ano passado e esse ano vai disputar a Classificatória Aberta, em Esteio (RS). A expectativa é boa, são bons animais”, afirma Guto.

O treinador diz que os cavalos que irão disputar o Bocal deste ano não interromperam a preparação física entre o Natal e o Ano Novo. De acordo com Guto, “quem vai correr em janeiro, a menos de 30 dias da prova, tem que fazer um trabalho um pouco mais forte fisicamente para estar bem preparado”. Ele também alerta que ainda é preciso dosar o treinamento específico. Segundo o ginete, “o cavalo que vai correr o Bocal pode ficar numa guia, às vezes, não precisa treinar forte porque não aguentaria esse treinamento até a prova. Depois, aumenta gradativamente.”

Já os animais que irão disputar a Classificatória Aberta, em maio, podem ter mais descanso. “Quem credenciou em outubro e vai correr a Aberta pode estar num treinamento bem mais leve, sem ficar parado na cocheira, o que faz mal pra saúde dele. É importante soltar o cavalo para dar uma relaxada e caminhar um pouco”, alerta Guto.

A dica do ginete multicampeão para os proprietários que pretendem participar de provas esportivas é cautela. A maioria não tem a estrutura de treinamento ideal e, por isso, precisa ir devagar na retomada das atividades com o cavalo. Guto diz que o usuário “tem que voltar com trabalhos muito leves, apenas com caminhadas nos primeiros dias”. O conselho é ainda mais importante para quem viajou no fim de ano ou não conseguiu dar a devida atenção ao animal. “Para qualquer cavalo ficar parado é ruim, pelo menos soltar é importante. Tem gente que sai durante o Ano Novo e Natal. O cavalo parado na cocheira não pode ficar. Se ficou fechado, a volta tem que ser bem leve para evitar lesões e acidose metabólica. Se ele fica solto, ele acaba se exercitando, uns mais que outros, mas pelo menos se movimenta”, finaliza.

Por Júlio Prestes | Canal Rural