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Publicada em: 8 de abril de 2019

Emoção marca mais um Bocal de Ouro

Gabriel Marty conquistou o primeiro Bocal de Ouro da carreira e Guto Freire superou fortes dores para continuar na competição

Momentos antes de entrar na pista para a primeira prova do último domingo, dia 7, o ginete Gabriel Marty ouve os conselhos do irmão Marcelo. O companheirismo dos dois não é novidade para quem acompanha de perto o Freio de Ouro. “Eu falo alguns detalhes de como conduzir e desejo sorte, que faça o que a gente treinou”, diz Marcelo Marty. As orientações ajudaram. Gabriel, montando a égua Desavença dos Castanheiros, se manteve na liderança da competição, posição que havia assumido já na sexta-feira. Foi a arrancada para a conquista do Bocal de Ouro.

Foto: Felipe Ulbrich (ABCCC/divulgação)

Na concorrência direta pelo título estava o maior vencedor da história do Freio de Ouro, o ginete Milton Castro, montando La Castellana Kaila. Era um aviso para Gabriel: qualquer deslize significaria dar adeus ao título. A disputa entre os dois conjuntos seguiu acirrada na Bayard Sarmento e foi decidida na Prova de Campo. Com média de 17.083 na paleteada e 21.269 na média final, Desavença dos Castanheiros garantiu o Bocal de Ouro, conquista que o ginete, ou melhor, os irmãos Marty ainda não tinham. “É uma égua em que a gente acredita muito no talento que tem, mas tem pouco treino, não tem muita maturidade nos movimentos. Estou muito feliz (com o resultado)”, diz Gabriel.

Foto: Fagner Almeida (ABCCC/Divulgação)

Guto Freire teve que enfrentar um adversário a mais neste Bocal de Ouro: a dor. No sábado, após uma das provas, o ginete passou mal, chegou a desmaiar, e precisou de atendimento médico. Em pista com o cavalo Abraço do Camboim, correu como nunca e liderou a competição de ponta a ponta. Nem as altas médias de Raul Lima e Jotace Amuleto, que vinham logo atrás, foram suficientes para alterar a classificação.

Na prova de campo, veio a confirmação do Bocal de Ouro para Abraço do Camboim, com a incrível média final de 22.182. O cavalo já tinha sido eleito o 4º Melhor Macho da Expointer e agora vai para a final do Freio de Ouro como forte concorrente. “Foram muitos erros até chegar neste acerto. Tudo deu certo, ele não errou uma pisada”, diz Gustavo Martins, da Cabanha Camboim, de Bagé (RS). Para Guto, que tem colecionado resultados importantes nos últimos anos, a conquista teve um significado especial. “Tive muita dúvida se conseguiria continuar (…) a gente se superou e conseguiu ir bem”, completa o ginete campeão do Bocal de Ouro 2019.